13 de fev de 2010

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A cidade sem espelhos.

“Então sereis uma só carne”.



Havia passado boa parte da noite acordado. O sono, e a desatenção já formigavam o meu corpo. Então cochilei e adormecido sonhei.Estava em uma cidade, numa praça, onde crianças, meninos e meninas brincavam. Eram lindas crianças, vestidas com roupas coloridas e cuidadas. Não pude deixar, e falando sozinho exclamei: que lindas crianças!Então uma linda e graciosa menina se voltou em minha direção e disse: Achas que somos lindas? São nossas mães que nos deixam assim!

Pensei... As mães nessa cidade são virtuosas.

Então segui pela rua principal e encontrei um senhor que parecia brilhar. Dirigindo-me a ele disse: O senhor parece brilhar, estaria radiante de felicidade? Ele me respondeu, é minha mulher que me deixa assim.Puxa pensei, as mulheres daqui são virtuosas. Vi então uma casa comercial e entrei, queria comer e beber algo. Uma senhora de uns trinta e cinco anos, linda, simpática, encantadora veio me atender. Eu não pude deixar de dizer um galanteio: Senhora, como és simpática e encantadora. Ela sorrindo, me responde: Achas? É meu marido que me deixa assim. Fiquei pensativo... Os homens nessa cidade devem ser virtuosos.

Sai dali e encontrei uma senhora de idade, feliz, bem vestida, porque não dizer; charmosa. Indaguei tirando o chapéu... Senhora pode-se ver que estas muito feliz, é verdade? Sim respondeu ela, meu velho marido me faz assim.

Que curioso, que cidade surpreendente, pensava eu com meus botões. Voltei à praça. Enquanto caminhava me preocupei com minha aparência, como seria eu aos olhos daquelas pessoas? Desci a rua em silêncio notando que em cada porta das casas havia um letreiro dizendo sempre as mesmas palavras: “Então sereis uma só carne”.

Havia na praça um senhor. Bom dia amigo, eu disse. Pode me dizer onde encontro um espelho? Espelho, ele repete, o que é isso? Digo: Um vidro onde podemos ver nossa imagem. Ele, movendo-se um pouco para que eu pudesse me sentar, diz: sente um pouco, por favor.

A sua imagem, senhor, são as outras pessoas.

Como assim, indaguei.

Diz a Sabedoria, que quando um homem e uma mulher se unem se tornam uma só carne. Portanto quando um homem olha para sua mulher, olha para si mesmo. Se ele vê sua mulher triste, vê a si mesmo triste. Se despenteada, vê a si mesmo despenteado, se suja, vê a si mesmo sujo. Então ele pode convidá-la a alegrar-se, a pentear-se, a tomar um banho juntos, pois juntos são uma só e mesma carne. Então o homem cuidando da mulher, sua carne e sua imagem e semelhança, cuida de si, e sua imagem e semelhança, por sua vez, sendo sua própria carne cuida de ti. A tua imagem cuida de ti. Uma mãe cuida dos filhos e filhas e os prepara para os filhos e filhas dos outros, mas as outras mães cuidam de seus filhos e filhas para os nossos filhos e assim um dia eles serão então uma só e mesma carne. Compreende?

Então abriu um livro e leu algo assim: ninguém aborrece a própria carne, antes cuida dela, assim marido, seja solicito para sua mulher, e mulher seja solicita para seu marido... pois....Aquilo me perturbou profundamente a alma.

A cidade começou a diluir-se, a desmanchar-se. Então o homem me disse: Senhor, senhor antes que acorde, lembre-se se faz muito tempo que negligencias a tua imagem e a tua carne, que é sua mulher, lembre-te é trabalho difícil, cotidiano, paciente, mas é preciso começar e perseverar... Senhor... Acordei assustado.

Peguei um papel e escrevi sem saber o por que: “Homem levanta a tua esposa. Mulher levanta o teu homem”.Durante todo o dia eu lia aquela anotação. Se minha mulher esta gorda, é porque eu não estou cuidando dela que é minha imagem e carne. Se esta triste é porque não lhe comunico alegria. Se desanimada, não lhe comunico animo... Estou sempre tão preocupado com minha felicidade, que me esqueço dela, que sou eu. Olho no espelho, mas não olho para ela, penteio os meus cabelos, quero ser o tal... Escovo os meus dentes, quero ser auto-suficiente... Quando deveria escovar os cabelos dela, de lhe dar animo, fazer dela a tal... Servi-la, pois ela é minha carne. Troco a minha imagem real pela imagem virtual do espelho frio, imagem invertida, narcísica, onde um abraço nessa imagem mentirosa coloca o meu coração sobre a imagem refletida do meu coração, quando, se por ventura, eu abraço a minha imagem na minha carne, feita mulher, o abraço real coloca o coração dela do lado do meu, como num prato de balança antiga, balança da vida, pesando o dia a dia do amor conjugal. Se o sexo dela está adormecido, é porque eu o deixei dormir. Se o meu esta indiferente a ela, ela o deixou dormir. Se ela esta silenciosa é porque eu já não converso mais com ela. Se não tem paixão, a culpa não é dela é minha.Então percebi que não olhava mais para mim, mas olhava para uma invenção que me separava de mim mesmo, uma imagem fria, uma ilusão. Eu vivia para o que eu acho ser o outro, mas não vivia para o outro verdadeiro que é minha própria carne na mulher minha imagem e minha semelhança. E pensei: então sereis uma só e mesma carne vivendo em uma cidade sem espelhos.Um homem e uma mulher não são uma obra acabada. Só a ilusão pode nos enganar dessa maneira cruel e nos fazer crer, que o amor acabou, pois o amor é Deus e Deus não acabou. O casamento acabou digo eu... Por que acabou o respeito que deveria ter pela minha própria carne e imagem, porque parei desde muito de olhar, ser solicito, cuidadoso atencioso com minha mulher, eu e ela começamos a nos olhar no espelho, a nos preocupar com nossas vaidades, com a nossa beleza fria, quando a nossa beleza estava e está na união solicita de nossas próprias carnes... pois Deus nos deixou assim unidos.Então tudo começou a se diluir... e eu gritei: Senhor, senhor lembre-te se faz tempo que .... Senhor... Amigo... antes que o senhor acorde.... leia isso....nós somos eternos sonhando um sonho passageiro.... por isso esta escrito: " Até que a morte os separe"... e tudo se diluia, eu ja não sabia se era eu que estava com o livro estendido..., ou se eu era o homem com chapéu, só uma coisa era real, as crianças, meninos e meninas brincavam na praça da "Cidade sem Espelhos", porque seus pais e mães assim os fizeram lindos, na união indissolúvel de suas carnes vivas.

wallacereq@gmail.com
Educando o sexo para poder amar.

Um mecanismo psicológico qualquer nos rouba da consciência muitas vezes o óbvio. Quando vivemos no útero materno o nível provável de frustração é muito baixo. Respiramos bebemos e nos alimentamos pelo cordão umbilical, aparentemente num fluxo continuo para alimentar o fantástico nível de crescimento e diferenciação celular. Ao nascer, iniciamos o processo de educação da sede e da fome. Não podemos estar o tempo todo preso as mamas para o constante mamá. Nem o tempo todo no colo, nem nos manter em temperatura constante. Iniciou-se o processo de frustração e satisfação, agora sazonal, escravo do tempo, o que começa a nos tornar sociáveis. Nossa mente não percebe que educamos gradativamente a respiração e os movimentos da traqueia e esôfago, assim como do diafragma para poder balbuciar, e esse aprendizado nos vem do choro, um ato que denuncia a frustração. Depois educamos um enorme conjunto de músculos, os ouvidos (cóclea) para com a maturação do cerebelo, desenvolver o equilíbrio, tomando domínio voluntário sobre os músculos, para nos levantar, engatinhar e andar. Então já podemos perceber que educamos os mais fortes instintos de sobrevivência, fome e sede, o mais vital mecanismo para a manutenção da vida, a respiração, e os movimentos muscular para o exercício da vontade. Em seguida depois de aprender a dominar o choro, aprendemos a dominar as emoções, e através delas os batimentos cardíacos. Ora educamos a urina e as fezes para poder conviver. Ate então não temos hormônios sexuais, e algumas glândulas ligadas ao sexo não amadureceram. Conhecemos a frustração e a satisfação, dor e prazer, mas nada disso diz respeito ao sexo. Próximo à puberdade descobrimos novas sensações e novos instintos se manifestam, e também esses devem ser educados para que possamos amar. Ora já sabemos que não podemos comer constantemente, beber sem parar, urinar e defecar onde e quando queremos, nem deixar que as emoções se manifestem plenamente, muito menos as agressivas, ora então porque negamos o óbvio, o ato sexual deve amadurecer, como todos os outros processos e ser educado, para que possamos amar.
Não vou polemizar, mas as frases usadas pelas pessoas demonstram algum nível primário de inadequação: Vou comer minha mulher; vou “trepar” com ela; vou “foder”; vou “fazer” amor; vou “meter” com ela, vou “comparecer”, vou “afogar” o ganso. Pensem um pouco no que essas frases indicam, que tipo de satisfação instintiva elas denunciam. Percebam que nelas não há a tal educação para o amor, pois o amor existe fora do sexo e independente dele, e existe independente do erotismo, portanto, o amor, por não fazer parte do contexto de nossa cultura, não é ensinado porque não é vivido. O nosso corpo é mal educado, e a nossa sensualidade é mal educada, e o uso de nosso sexo é mal educado. O amor, que é em primeiro lugar a compreensão resistente as frustrações, ou seja, a educação da e pela frustração, a consciência de que é necessária alguma frustração para o convívio com o outro, algum domínio de si, é que vai orientar a sexualidade para a vida, a vida de um novo ser, que nos trará responsabilidades, sacrifícios, limites, abdicações, de modo que a vida se eternize na forma de nossa espécie. Educar é controlar, controlar é ato duplo, instintivo e consciente, um diálogo regulador da vida do individuo orientado para o convívio com o outro, cuja meta é ampliar a sua e a nossa consciência, portanto ter cada vez mais domínio sobre si mesmo para a convivência. Somos como já disse alguém, animais sociais.
Disso não nos parece difícil entender que a sociedade tem uma predominância sobre o individuo, pois já havia uma associação que nos permitiu nascer, uma associação coletiva que nos ensinaria a falar, a se comportar, a se suportar, a trocar, a desenvolver e conservar. Mas, assim como contemplamos os outros animais vivendo numa independência do nosso querer social, assim também contemplamos a nossa racionalidade diferencial a eles. Como a sociedade, e seus valores, nascem das experiências instintivas, e os instintos são inatos, podemos considerar, já que não vemos com o passar dos milênios, nos outros demais seres a eclosão de uma racionalidade, que a racionalidade e consciência humana são um dom, e não uma evolução do instinto. Assim a Sociedade nasce da contemplação racional dos movimentos instintivos, do aprendizado natural da racionalidade humana contemplando a vida. Como não somos os criadores dos animais, nem somos os criadores de nós mesmo, percebemos pela contemplação que há uma razão, uma inteligência, que nos precedem que se revela, e que nos deu o mecanismo consciente para poder contemplá-la. Deduzida da contemplação ou comunicada diretamente não apenas pelos ensinamentos dos homens, mas diretamente pelas luzes do Espírito, Deus vai se nos impondo as nossas consciências. Ora se Deus é racional, é moral. E se moral indica valores fundamentais para todo e qualquer comportamento livre do homem. Ora liberdade é escolher entre o certo e errado, é ter juízo de valor, é o que nos diferencia dos animais irracionais. Portanto todos os ATOS HUMANOS, por serem voluntários são educáveis, e a sexualidade é educável. Logo a sexualidade, que gera o nosso mais fundamental direito, o direito à VIDA, embora Deus tenha nos mostrado com o nascimento virginal de Cristo, que a vida tem origem muito aquém da sexualidade, tem origem na vida de Deus e no seu querer, na sua onipotência, que tudo criou, embora na esfera da espécie, nos indica que a sexualidade é a mais alta responsabilidade humana, pois é ela que viabiliza a mais alta tarefa de um casal humano, gerar, dar a luz, criar educar outros seres humanos. Toda diminuição da importância fértil desse ato livre, nos submete e nos rebaixa ao puramente animal, ao instinto cego que gera seres que serão alimento uns dos outros na pirâmide alimentar, nos remete ao cio do comer uns aos outros; nas mais primitivas acepções das palavras aqui usadas. Na verdade o AMOR educa o sexo, e o sexo transmite o AMOR de DEUS.
O Profundo Medo da Fertilidade. “Não fosse ela, essa deusa generosa, não teríamos nascido”. “Barão de Corétuba” Pode-se dizer que o medo da fertilidade é o medo da vida. A vida se renova, eterniza e se propaga pela fertilidade. Temer a fertilidade, ou nega-la, é o mesmo que temer a vida e negar a vida. Assim podemos falar em terra fértil, idéias férteis, animais férteis, e homens e mulheres férteis. A fertilidade da terra é um bem impagável, assim também é impagável a fertilidade dos animais, pois é a fertilidade que garante a flora e a fauna, a bio-diversidade, o alimento para nós os humanos, e o ambiente saudável. Repetindo, fertilidade é vida e a Vida é auto regulável. Ninguém, salvo se quisesse o fim da humanidade e da vida no planeta, haveria de querer provocar a infertilidade (a esterilidade) da terra, destruindo-lhe a capacidade de gerar vida vegetal e animal. Menos ainda, haveríamos de querer a esterilidade dos animais, no entanto, quando pensamos na fertilidade da espécie humana a grande maioria dos homens modernos quer, defende, deseja se não o fim da fertilidade, ao menos o controle da vida, ou até mesmo, a extinção desse dom humano. Fertilidade e sexo na espécie humana são animicamente inseparáveis. Como o sexo é um comportamento, regular a fertilidade, nos homens, que são seres dotados de liberdade, inteligência e vontade, nada mais é do que regular, ou controlar o sexo, o comportamento sexual. Ou seja, como todos os outros atos humanos (passíveis de escolha, portanto atos morais) devem ser educados, ou seja, o homem e a mulher têm a possibilidade de exercê-los ou não. De educá-los. Se alguém pretende regular a fertilidade humana, regule o uso do sexo. A responsabilidade no uso do sexo extingue a anticoncepção, o aborto, a violência sexual. (todas as religiões passam pela verdade enunciada acima, o sexo no homem é, portanto um ato moral, e vivido moralmente é solução.) A herança, por nós herdada do século passado, nos trouxe o medo da fertilidade humana, uma verdadeira neurose, uma aversão neurótica à possibilidade de se gerar filhos (entendidos como cruz) seguida paradoxalmente de um grito libertário da licenciosidade sexual. (ruptura do ato sexual de sua finalidade ou funcionalidade, para se tornar um parque de diversões narcísico, um ato imoral ou amoral, um ato fisiológico) São três as principais conseqüências dessa sócio atitude doentia. A neurose da fertilidade; o hedonismo compensatório (busca do prazer sexual sem a responsabilidade do ato como sentido da vida) e o desvio cardinal, gradativo, da orientação sexual, provocando como conseqüência a sua inversão funcional com o surgimento e adensamento do homossexualismo (ou homosensualismo como seria mais correto chamar) (trata-se de busca consciente ou inconsciênte (provocada pela angustia neurótica) de uniões estéreis em fuga ao medo pânico da fertilidade e da responsabilidade da paternidade ou maternidade). Como o inconsciênte pessoal é visível ao outro, e o coletivo se auto revela nos símbolos (Carl Jung), por exemplo, quando vemos em uma pessoa, ou grupo, na exteriorização mimética da “bunda” como símbolo central da atração sexual pansexual, estará assim, flagrantemente denunciada à disfunção sexual individual e coletiva, revelando a presença inconsciente do estratagema de fuga da fertilidade e a conseqüente inversão funcional, agora em andamento, que resultará, com a pratica reincidente (erotismo anal, oral, onanístico[1]) na completa inversão do apetite sexual. O medo da fertilidade, nos adultos, modelará o sentir das crianças. Isso é fundamental para se entender o que vem acontecendo na sociedade. Depois, no adulto, esse medo, faz com que se negue o “sexo”, optando pelo “sensualismo”, ou seja, o erotismo, uma busca de prazer, fugindo sempre do sexo fértil. Ora, como todos sabem o sexo em definição, é uma conformação anatômica exterior e interior própria do gênero, que diferencia o macho da fêmea. Anatomia essa, nada sutil, acompanhada de uma definição hormônio funcional, condicionadas geneticamente por cromossomos sexuais altamente diferenciados, seguidos ou completados pela produção de gametas (sementes humanas que introduzem o homem e a mulher na idade fértil) totalmente dissemelhantes no macho e na fêmea (no homem o espermatozoide com a aparência de um girino, possuindo movimento próprio; e na mulher, um óvulo esférico, sem movimento próprio) e que têm, todas elas, uma orientação cardinal, a transmissão e perpetuação da vida. Só há sexo quando há o encontro do genital masculino com o feminino. De resto há erotismo que independe do outro. A negação dessa capacidade humana (transmitir com fé a vida) leva de encontro a primeira e mais profunda violência anímica (medo diante da vida), semente psicológica estruturante de muitas outras violências. Por exemplo: leva ao onanísmo (masturbação a dois para evitar a fertilidade). Leva aos métodos contraceptivos. Leva ao aborto (a maior das violências à infância). Leva à rejeição de crianças nascidas. Leva ao mau trato das crianças pelos pais, padrastos e madrastas, companheiros e amantes. Leva aos abusos sexuais de crianças (o motivo esta bem explicitado acima, a pedofilia é uma das manifestações do homossexualismo). Leva, muitas vezes, à inversão sexual induzida provocada e estimulada das crianças (rejeição da figura materna pelos pais; rejeição da figura paterna pela mãe; superproteção neurótica; vingança nos filhos ao antigo companheiro, indefinição de papeis familiares; modelo relacional inadequado (promiscuidade familiar, objetiva ou simbólica); trauma simbólico; falta de fé na vida e na ação individual e, indefinição do papel social diante da vida, e finalmente; resultando na falta de fé na capacidade de criar ou reproduzir (orgânica e intelectualmente), influindo assim, nos mais complexos melindres simbólicos. O ódio à Vida é ódio a Deus. Se você bem acompanhou meu raciocínio, já percebeu que gerar idéia e sustentá-las, ou gerar filhos e cria-los, passam a ser entendidos e sentidos como tarefas árduas, verdadeiras punições, perda de liberdade e felicidade, exigências do outro. Como reação neurótica, as pessoas sem perceber, se fecham no narcisismo “ideo-masturbatório”, ou hedonismo (satisfação de si, por si). E como “narciso” só compreende ou admira o que lhe é igual, opta, inconsciente ou conscientemente pelo parceiro do mesmo sexo, ele com o espelho dele, ela com o espelho dela, para não gerar, para não criar, para não se responsabilizar, diante das agruras, papeis, decepções e prazeres da vida, transmitindo-a. Não amam o próximo, a Deus, nem a Vida. Como o homossexualismo é uma relação essencialmente estéril, isto é, anti vida, pois nela não há relação sexual, mas erotismo (por isso ela é homo-erótica, ou homossensual, ou ainda auto erótica) pode-se flagrar, desse modo, uma verdade insofismável, nenhum homossexual é filho de uma relação homossexual, e sim é filho de uma relação heterossexual. Vicio de origem e ponto cego do homossexualismo. Início de sua cura. Há algo a dizer sobre a Igualdade. A Igualdade é um mito. A Igualdade é uma identidade narcísica. O igual é replica, ou melhor, é igual, é um segundo si mesmo. O mito da igualdade entre os sexos abortou o conceito de semelhanças entre pessoas que se completam. Do conceito, passaram as pessoas a procurar a “igualdade”, onde ela não existe, onde existe apenas a semelhança da pessoa humana. Essas “identidades narcisicas” procuram tornar, doentiamente objetivo e concreto, o falso conceito de igualdade sexual. Assim, como todo o corpo participa do ato sexual, a especificidade erótica foi tornando ou identificando falsamente, os anus, a boca, a língua, como se fossem “órgãos sexuais comum dos dois gêneros”, no entanto, eles não são órgãos sexuais, porque não participam funcionalmente da fertilidade, embora seja possível neles a sensibilização erótica, e seu uso liberal e licencioso. (ler Gálatas 5,13-26) É justamente nesse sentido que a Sagrada Escritura nos diz em Romanos 1, 26-28: “Por isso, Deus os entregou aos desejos de seus corações e à imundície, de modo que desonraram entre si os próprios corpos. Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito pelos séculos, Amém. Por isso Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram o uso natural em outro que é contra a natureza. Do mesmo modo também os homens deixando o uso natural da mulher, arderam de desejo uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario. Como se recusaram a procurar uma noção exata de Deus, Deus entregou-os a um sentimento depravado, e daí, o seu procedimento indigno”. A isso se chamou Sodomia, o vício mortal e abominável (anti vida) de Sodoma e Gomorra. ( Gênesis 19 , 1-27) e Levítico 18,22: “não te deitaras com outro homem como se fora uma mulher, isso é abominação”. “A terra te vomitará (Lv. 18,28)”. O Inicio da Sabedoria, portanto, é o temor de Deus. E Deus tem suas regras. E homem e mulher Deus os criou. E disse: crescei e multiplicai-vos (Gênesis da fertilidade). Existem, portanto regras para a perpetuação da vida. ( Levítico). Nesse sentido, lemos na Exortação Apostólica “Familiaris Consortio”, de 1980 o seguinte texto: A Igreja é chamada a manifestar novamente a todos, com firme e mais clara convicção, a vontade de promover, por todos os meios, e defender contra todas as insídias a vida humana, em qualquer condição e estado de desenvolvimento em que se encontre. Qualquer violência, exercida por tais autoridades, em favor da contracepção e ate a esterilização e do aborto procurado, é absolutamente de se condenar e se rejeitar com firmeza. “Do mesmo modo, é de se reprovar, como gravemente injusto, o fato e, nas relações internacionais, a ajuda econômica, concedida para a promoção dos povos ser condicionada a programas de contracepção, esterilização e aborto provocado” (n 30). Para amar a Vida, bem vivê-la, e bem transmiti-la e propagá-la com generosidade, o homem têm que amar a mulher e por ela ser amado, mas sobre tudo, devem ambos amar a fertilidade, pois a fertilidade é a renovação da Vida. E a Vida não é só gozo, nos ensina Cristo, é também sacrifício. Ofício Sacro do Amor Fértil. A fertilidade é, portanto a cardinal orientação da vida e do sexo. Wallace Requião de Mello e Silva. [1] Onanística, palavra que deriva de Onan, ou Onã, personagem bíblico que usava de estratagemas para evitar a fecundidade.
Homossensualismo só se for platônico.
O fato verdadeiro que narro aqui, ocorreu alguna anos atrás.


Recentemente uma das maiores autoridades da Igreja Católica, D. Eugênio Sales, em resposta a um interlocutor respondia; “homossensualismo só se for amor platônico”. O desconcertado entrevistador pareceu não entender o profundo sentido da resposta, não captou o sentido espiritual, o amor chamado agapê, espiritualizado, ao qual, o Bispo, fazia referência.

Igualmente, Eduardo Requião, psicanalista, em entrevista à rede Alternativa de Radio, defendendo os seus pontos de vista profissional fez duras criticas ao "homossexualismo" enquanto bandeira libertária. O entrevistador, adepto de um modismo bem infundado, assustou-se e, contrariado, perguntou se aquele profissional não temia pela conseqüência de suas opiniões junto aos “arejados”. Respondeu o psicanalista que não. Que suas convicções fundadas na experiência clínica não podiam se curvar ao modismo de propalar um "homossexualismo" disfarçado de direitos e licita opção sexual e romantismo.

Muito provavelmente, o entrevistado, naqueles anos de experiência clínica a que se referia, certamente haveria de ter testemunhado todo o sofrimento e angustia existencial do homossensual na sua prática antinatural e estéril.

Neste sentido, venho colaborar, lembrando, a quem defende a legalidade de uma pratica herotica imoral dois pontos fundamentais: Primeiro , assim como no estudo da lógica, pode-se dizer que toda regra tem exceção, mas a exceção não é regra, nunca poderá ser regra, posto que seja exceção. Em segundo lugar recorrendo à Suma Teológica, (Tomas de Aquino) no capítulo que estuda a lei, encontraremos a afirmação de que a Lei visa,sobretudo o bem comum, firmando-se nos conceitos de aplicação universal. Assim, não pode justificar-se, nela, a exceção, o caso particular e o incomum. E só por força de lei um homem estará obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.

Passados os anos, o estudo da genética progrediu muito. Hoje podemos identificar a paternidade e sobre tudo a sexualidade genotípica, posto que por vezes a sexualidade fenotípica (exterior) possa enganar. ( são excessões).

Este procedimento científico vem sendo usados com sucesso na investigação da determinação do sexo de alguns atletas sob suspeita, por exemplo. Mas nestes casos de indefinição sexual, (não confundir hermafroditismo com prática homossensual) estaremos sempre falando de exceções, de casos incomuns, raros.

Perversão do comportamento, educação inadequada ou hipotética tendência genética, está falando sempre em anomalia. O homossensual enquanto pessoa tem direitos de pessoa, como o tem o aidético ou o canceroso. O Homossensual enquanto um anômalo, na clássica definição de Mira y Lopes é um doente, porque sofre e faz sofrer num circulo mórbido. Sua anomalia não é uma bandeira libertária.

No livro de Lois Bounoure, “Reproduction sexuelle et histoire naturelle du sexo”( editora Flammarion), o autor chega a um denominador comum, toda a sexualidade protege e perpetua à vida, esta é a mais fundamental orientação da sexualidade, a reprodução. No homossensualismo vamos encontrar a esterilidade, posto que a própria natureza, pela esterilidade, não perpetua a “espécie dos Homossensuais” ( se assim podemos chamar), a lei também não pode perpetuar as suas anomalias na forma de “legalidade”, nem a medicina física ou psicológica, perpetuá-la na forma de “normalidade”.

Muitos roubam. Cada dia amplia mais o número dos desonestos, mas este número, esta possibilidade estatística, não faz da desonestidade um ato moral; nem o número aumentado dos homossesensuais faz deles regra moral. Nem o crescente número dos aidéticos faz daquela doença normalidade.

Nestes dias de propaganda anticonceptiva e hedonismo irresponsável, um relacionamento estéril pode parecer, a um desavisado, uma boa solução demográfica, por exemplo, no entanto é uma prática contra a vida.

A moralidade não está fundamentada na estatística ou nas convenções. Ela se fundamenta naquele conjunto de regras deduzidas da própria natureza, cujo conjunto pode ser chamado de Direito Natural. Numa última análise, podemos até ir buscar seus fundamentos na própria vontade de Deus expressa nas leis da natureza.

Por outro lado, para quem crê na Revelação, (Católicos e Evangélicos) numa vontade divina expressa e objetivada em Jesus Cristo e nos Mandamentos, poder-se-ia igualmente verificar a ilicitude moral da prática homossexual na Carta de São Paulo aos Romanos cap. 1, 24- 27, igualmente em Gênesis capitulo 18, versículos 16 a 29 onde falam de Jó e Sodoma, e Juízes capitulo 19, vers.18 a 30.

Vale à pena transcrever um pequeno trecho de Romanos: “Pelo que, Deus entregou (os pagãos) aos desejos dos seus corações e à imundície com que desonram os seus próprios corpos, pois trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em vez do Criador que é bendito dos séculos. Pelo que, Deus os entregou às paixões vergonhosas, pois as mulheres mudaram o uso natural em uso contra a natureza; e igualmente os varões, deixando o uso natural da mulher, abrasaram-se na concupiscência de uns pelos outros, os varões pelos varões, cometendo torpezas e recebendo em si mesmos a paga devida pelos seus desvarios”, (Romanos 1,24-27).
Seria a AIDS por acaso essa paga devida pelos seus desvarios?

No livro “SEXO E AMOR” de Rafael Llano Cifuentes, Doutor em Moral, vão encontrar uma esclarecida visão do homossesensualismo terminando no conselho, hoje bem incomum (até mesmo entre terapeutas), da prática da castidade aos homossexuais, da abstinência "sexual".
Isto talvez seja o que queira dizer Eugênio Sales com: “homossensualismo só se for amor platônico”.

Finalmente podemos citar o historiador inglês, Toynbee, que diz: Sem normas morais, sem regulação consciente do uso do sexo, produz-se um desequilíbrio psíquico e moral de tal ordem que “quase deixamos de ser humanos sem, no entanto, nos convertermos em inocentes animais”.
Pense nisso, jovem leitor.

Wallace Requião de Mello e Silva Psicólogo.
Ataques à pureza e a inocência; via grupog23 de Grupo G23 em 28/08/08

Ataques à pureza e a inocência.
Wallace Requião de Mello e Silva.

Não me parece difícil entender que tudo que se movimenta tem um objetivo, ou seja, traça um caminho e acaba definindo ou traçando uma rota e orientação. É a física. Assim, mesmo uma bala perdida tem o seu objetivo, tenha tido ou não intenção de atingi-lo quem a disparou. O que me assusta, desde que me formei vinte e tantos anos atrás ( hoje 30), é que as pessoas não queiram entender, ver, enxergar, analisar qual é o objetivo, o fim ultimo, o destino das balas perdidas, dos ataques feitos à pureza e a inocência. ( na midia, na vida íntima. etc)
Nelson Rodrigues, que em minha opinião era um moralista, um autor que denunciava como caricatura a miséria das paixões humanas, tecendo um quadro que facilitava o entender como é sério e conseqüente o mundo emocional dos seres humanos. Seus trabalhos servem como um espelho, onde uma pessoa atenta pode vislumbrar, sem sofrer a paixão a raiz da sexualidade humana. Todavia poucos tiram daqueles quadros a sua conseqüência trágica.
E a obra de Rodrigues cai como mais um ataque a inocência e a pureza. Preferem os mortais, dali retirar o cinismo diante dos comportamentos humanos. O liberalismo no comportamento resulta em licença e a licença em licenciosidade. A demolição dos valores morais que refreiam as paixões humanas, e regulam a vida em sociedade, tornando-nos de tal modo cínicos, como se as paixões humanas fossem balas disparadas em uma única direção perdida sem intencionalidade. Todos dizem, não tivemos a intenção. No fim da trajetória de todo ataque à pureza e a inocência esta um criança de carne e osso. Sim porque a licenciosidade no sexo é a mãe do aborto. E nós não queremos ver.
A criança é ser humano que na infância vive e incorpora a inocência e a pureza. Incorpora a esperança. O pansexualismo freudiano levantou dúvida quanto à pureza da criança atribuindo-lhe desejos, necessidades e valores em níveis pré-conscientes que não lhe eram inerentes, e o fez, com tal determinação como que se fora um maremoto destruindo as defesas morais que resguardam a infância.
E a luxuria se espalha cobrindo tudo em direção ao puro, elevado, humano, para rebaixá-lo ao essencialmente animal. Ora, era consequência previsível que dessa luxúria nasceria o desprezo à vida dos rebentos humanos. A licenciosidade e promiscuidade miravam e apontavam para o alvo, querendo acertar o indesejado fruto do amor livre, a prole, e tem hoje no aborto, na conseqüência fatal da bala perdida, a falsa solução, ou seja, atingiam a infância com a morte em nome da vida, da liberdade, do prazer e da felicidade. Matam o direito dos inocentes, em nome da própria vida. O desvio fatal, estéril do impulso sexual provoca as perversões do objeto como a bestialidade (sexo com animais), a homossexualidade (erotismo entre pessoas do mesmo sexo) ou os desvios de tempo, como a gerontofilia (o erotismo e sexo com idosos), ou pedofilia (o erotismo e sexo praticado com infantes). O ápice de toda ofensa a pureza e a inocência do adulto haveria de resultar nisso, na ofensa flagrante à criança que é em síntese o fruto máximo do amor e da intimidade entre seres adultos normais, heterossexuais, férteis, que partilham na prudência o amor e a intimidade da vida sexual. O desvio de objetivo gerado na impureza, na luxuria, no hedonismo, na irresponsabilidade, e no medo fóbico à fertilidade, sublimado agora pelo discurso da “paternidade responsável”, resultou na perversão clara, indesejável, covarde, do ataque físico e sexual ou erótico aos puros e inocentes, aos indefesos. Resultou no ataque e no abuso sexual ou erótico às crianças. Não se podia esperar outra coisa. Na mensagem silenciosa dos símbolos, pode-se dizer que, no profundo dos oceanos onde mora a inconsciência ruíram as estruturas, e com a queda, pelo desejo da morte eterna, elevou-se a muralha de água como se fora uma onda imensa, um maremoto vindo dos mais profundos sentimentos de ódio contra a vida, manifesto pelo desejo cobiçoso e violador sobre as crianças, e com ela veio à morte do futuro. Com semelhanças ou não, a convulsão anti vida dos recônditos da mente, vemos uma das regiões do planeta onde mais cinicamente se praticava a pedofilia, sucumbiu sob as pesadas águas da morte ( tissuname) num desejo sensual que corrompia os “brotos” da vida humana. Nesse território, você pode pesquisar na Internet, já se via como fato comum, fetos abandonados na rua, e mesmo, escandalizante, a culinária com fetos humanos. Já não e o símbolo que denuncia, é a dureza dos fatos, a realidade do "Comer Crianças", a antropofagia sádica e homossensual.

Wallace Requião de Mello e Silva. ( é Psicólogo).

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